Vale lembrar algumas dessas atitudes e comportamentos que tanto desagradam aos “hunters” e geram má vontade e até o eventual desinteresse pelo candidato:
- Candidatar-se com um currículo que, ao invés de ajudar, prejudica o candidato: 4 ou 5 páginas, letra pequena, papel ofício, cheio de artifícios digitais (bolinhas, flechinhas, caixinhas, asteriscos e afins), sem uma declaração clara do objetivo de busca e interesse do candidato.
- Enviar o currículo pelo Correio quando a solicitação foi por e-mail e vice-versa. Ou mandar o currículo por este ou aquele meio, quando a solicitação foi o cadastramento no site do “hunter”.
- Maquiar o currículo pretendendo “enganar” o Consultor. Um bom exemplo é esconder a idade no currículo.
- Nunca estar nos telefones informados para contato no currículo, ou ter dificuldades para atender. Não retornar chamados deixados na Caixa Postal do celular.
- Agendar entrevista com o Consultor e não comparecer. Fica muito pior quando nem avisa que não vem.
- Agendar entrevista e telefonar 10 minutos depois da hora para dizer que teve um imprevisto e vai chegar “uns 40 minutos atrasado”.
- Atender o celular enquanto a entrevista se desenrola.
- Chegar meia hora antes da hora marcada, criando uma pressão desnecessária sobre o consultor que o vai atender.
- Vir para a entrevista em trajes esportivos e informais, em se tratando de cargos executivos.
- Chupar balas/drops na hora da entrevista (ou mastigar chicletes!)
- Escarrapachar-se na cadeira à frente do consultor.
- Desatentamente, cometer gestos socialmente inadequados durante a entrevista.
- Postura condescendente, que dá informações ao Consultor como se lhe estivesse fazendo um grande favor (Candidato “Rainha da Inglaterra”).
- Postura acadêmica, que só deseja elaborar sobre grandes temas, furtando-se a discutir detalhes operacionais do seu desempenho.
- Depois das entrevistas ficar ligando ou mandando e-mails, cobrando, a toda hora, informações do “hunter” sobre o processo.
- Atender o contato inicial do consultor com pedras na mão, imaginando – por antecipação – que é uma empresa de recolocação de atuação duvidosa.
Não saber a diferença entre uma consultoria de “hunting” e uma empresa de “outplacement” ou recolocação. (como sabemos, o “Hunter” busca no mercado o profissional que a empresa quer admitir; o “Outplacer” é contratado pela empresa para apoiar um seu demitido na busca de alternativas profissionais).
A lista acima não esgota os pequenos/grandes problemas com que se defrontam os “hunters” em seu contato com os candidatos em seus projetos de busca. É sabido, pelos consultores, que as razões para estas “gafes” tem a ver com a ansiedade do momento vivido pelos candidatos, competindo num mercado difícil e precisando, muitas vezes criticamente, do emprego acenado. Mas também existem candidatos despreparados que desconhecem a metodologia e não tem experiência na lida com processos de recrutamento e seleção e, mesmo que informados, ainda perturbam a vida dos “headhunters”. Finalmente, existem também os candidatos de personalidade complicada, que cometem as suas “imprudências” em função de sua maneira de ser, muitas vezes até mesmo irritando os Consultores, com evidente prejuízo para suas candidaturas.
Se o leitor é candidato a emprego, porque desempregado ou à busca de alternativas, tenha esta pequena lista à mão para evitar cometer alguma das falhas mencionadas. Lembre-se que o Consultor experimentado sabe que ninguém é perfeito e que todos nós, aqui e acolá, ansiosos e pressionados, damos as nossas mancadas. Mas vamos ajudar os consultores em suas tarefas, lembrando que o emprego desejado só pode acontecer a partir de uma boa relação estabelecida.
Quanto aos pecados dos “hunters” (consultores) – e também os há – é uma outra história, que fica para uma próxima vez.
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